Marcos sempre foi ativo. Jogava tênis nos fins de semana e adorava carregar os netos no colo. Mas um dia, ao tentar pegar uma mala pesada no armário, sentiu uma fisgada no ombro. No início, ignorou a dor. Afinal, quem nunca sentiu um incômodo depois de um movimento errado?
Só que os dias passaram, e o ombro começou a doer até em movimentos simples. Vestir uma camisa, pegar um copo no armário, virar na cama—tudo virou um desafio.
Ele foi ao médico, fez exames e recebeu o diagnóstico: lesão no manguito rotador. O ortopedista sugeriu cirurgia, mas Marcos, receoso, queria uma segunda opinião.
NEM TODA LESÃO PRECISA DE CIRURGIA…
Quando Marcos chegou ao meu consultório, percebi que seu caso não era apenas sobre o tendão lesionado. O verdadeiro problema era a falta de estabilidade no ombro e a compensação que ele fazia nos movimentos.
Expliquei que, ao invés de uma cirurgia imediata, poderíamos tentar um tratamento baseado em Osteopatia para restaurar a mobilidade, seguido por exercícios específicos para reequilibrar a musculatura.
No início, ele estava cético: “Mas doutor, se meu tendão está rompido, como isso pode melhorar?”
A resposta estava na ciência: a grande maioria dos casos de lesão do manguito rotador deve ser tratada sem cirurgia, estimulando os músculos que estabilizam o ombro, mobilizando articulações e reduzindo a sobrecarga no tendão lesionado.
No caso de Marcos, começamos com técnicas de Osteopatia para aliviar a dor e restaurar a mobilidade. Depois, introduzimos exercícios progressivos, reconstruindo a força do ombro sem gerar mais inflamação.
Os primeiros dias foram desafiadores. Houve momentos em que Marcos pensou que não fosse conseguir. Mas cada pequena conquista—levantar o braço sem dor, dormir melhor, pegar um objeto no alto—o motivava a continuar.
Quatro semanas depois, Marcos voltou ao médico. Nova avaliação: seu ombro estava forte e funcional, e a cirurgia já não era necessária.
“Doutor, eu quase entrei na faca sem necessidade! Ainda bem que busquei outra opinião.”
Hoje, Marcos voltou a jogar tênis e a carregar os netos sem medo. Sua história mostra que a cirurgia nem sempre é a única saída.
Se você tem dor no ombro e já ouviu que só a cirurgia resolve, saiba que há alternativas. Vamos juntos encontrar o melhor caminho para a sua recuperação?
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OBS: Marcos é um nome fictício, utilizado para ilustrar casos como esse.
Abraços, Dr. Frederico Meirelles.