Ana tinha 42 anos e trabalhava horas sentada no escritório. Sempre teve pequenas dores nas costas, mas nada que a impedisse de viver normalmente. Até que um dia, ao pegar uma caixa no chão, sentiu uma dor intensa que irradiava para a perna.
Ela tentou ignorar, mas a dor piorou a ponto de ser difícil levantar-se da cama. O diagnóstico veio rápido: hérnia de disco lombar. O ortopedista foi direto: “Se não melhorar em algumas semanas, talvez seja necessário operar.”
Assustada, Ana começou a se preparar para o pior. Já se via passando por cirurgia, meses de recuperação, sem saber se voltaria ao normal. Mas antes de tomar uma decisão tão drástica, resolveu buscar outra opinião.
Hérnia de disco = cirurgia? Quase nunca!
Quando a avaliei, percebi que sua dor não vinha apenas da hérnia em si, mas também da maneira como seu corpo estava reagindo ao problema. Músculos tensos, postura rígida e muito medo de se movimentar.
Expliquei que muitas pessoas têm hérnia de disco sem sentir dor, e que o verdadeiro problema muitas vezes está na falta de mobilidade, crenças e medo de se movimentar.
Ana topou o desafio: um tratamento baseado em movimento, ao invés de repouso.
Nos primeiros dias, o foco foi aliviar a dor com Osteopatia e técnicas de mobilização da coluna. Logo depois começamos um trabalho progressivo de exercícios para uma reeducação motora.
No início, cada movimento era um desafio. Mas, pouco a pouco, Ana começou a notar a diferença: menos dor ao levantar, mais confiança ao caminhar, mais controle sobre seu corpo.
Dois meses depois, Ana voltou ao médico para um novo exame. A hérnia ainda estava lá…mas sua dor não.
“Doutor, eu estava com medo da cirurgia. Hoje, vejo que o que eu precisava era aprender a cuidar do meu corpo.”
Hoje, Ana vive sem limitações. Sua história prova que ter uma hérnia de disco não é uma sentença de cirurgia. O corpo é capaz de se adaptar e se fortalecer, desde que guiado pelo tratamento certo.
Se você já ouviu que a única solução para sua coluna é a cirurgia, talvez seja hora de buscar uma nova abordagem. Vamos juntos encontrar o melhor caminho para a sua reabilitação?
https://drmeirelles.com/marcacao-de-consultas/
OBS: Ana é um nome fictício, utilizado para ilustrar esta rotineira situação.
Abraços, Dr. Frederico Meirelles.